quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Ruralidades XLIV

Nikon D5000

Convento de Mafra III

Nikon D5000



Convento
Concebido inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, o projecto para o Real Convento de Mafra foi sofrendo sucessivos alargamentos, acabando num imenso edifício de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

Foi preocupação de D. João V garantir o sustento do Convento, pagando as despesas do seu “bolsinho”. Assim, eram dadas propinas a cada frade duas vezes por ano, no Natal e no São João. Constavam de tabaco, papel, pano de linho e ainda burel para os hábitos, tendo cada irmão direito a dois, um para usar e outro para lavar. Tinham ainda de remendar cada um a sua própria roupa.

No convento gastavam-se e anualmente, por exemplo, 120 pipas de vinho, 70 pipas de azeite, 13 moios de arroz (cada moio equivale a 828 litros) ou 600 cabeças de vaca. Junto ao Convento ficava o Jardim da Cerca, com a horta, pomar, vários tanques de água e para se distraírem, sete campos de jogos, quatro da bola, um do aro e dois de laranjinha.

Ocupado pelas tropas francesas e depois inglesas na época das Guerras Peninsulares, o Convento foi incorporado na Fazenda Nacional quando da extinção das ordens religiosas em Portugal, a 30 de Maio de 1834 e, desde 1841 até aos nossos dias, foi sucessivamente habitado por diversos regimentos militares, sendo desde 1890 sede da Escola Prática de Infantaria

De destacar como espaços conventuais mais significativos o Campo Santo e a Enfermaria para além da Sala Elíptica ou do Capítulo, a Sala dos Actos Literários (Exames), a Escadaria e o Refeitório, estes últimos hoje pertencentes à Escola Prática de Infantaria e visitáveis sob marcação.

Fonte: PNMAFRA

Praia Ribeira das Ilhas II

Nikon D90





A Praia de Ribeira d'Ilhas é uma praia marítima, situada na freguesia de Ericeira, concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal continental.
É a praia mais setentrional da freguesia da Ericeira e é famosa por ser palco de provas de surf do circuito mundial. Trata-se de uma praia que é vigiada durante a época balnear. É dotada de um conjunto de equipamentos que lhe conferem excelentes condições para o turismo. Junto ao parque de estacionamento tem bares que funcionam todo o ano, devido ao movimento de surfistas.
O substrato rochoso sob a água desenvolve ondas direitas, ideais para a prática do surf, sendo, inclusivamente, o spot escolhido para a realização de uma das etapas do Campeonato do Mundo de Surf.1
Em agosto de 2012, em plena época balnear, a câmara municipal de Mafra decide avançar com o processo de expropriação do Surfcamp, que tinha sido até aí gerido por surfistas de forma privada, gerando uma forte onda de contestação, que colocou de um lado a câmara defendendo o seu projeto de renovação das infra estruturas de apoio à praia, até aí praticamente inexistentes, e do outro os surfistas que se recusaram a abdicar do seu campo, que constituía um importante polo de atração turística e social dentro da comunidade surfista. Atualmente a construção das novas áreas comerciais e de parqueamento está em curso e deverá ter uma estrutura semelhante à da praia da Foz do Lizandro, com a previsão da inauguração a ser o início da época balnear do ano 2013.
FONTE: WIKIPÉDIA


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Praia Ribeira das Ilhas I

Nikon D90




A Praia de Ribeira d'Ilhas é uma praia marítima, situada na freguesia de Ericeira, concelho de Mafra, distrito de Lisboa, em Portugal continental.
É a praia mais setentrional da freguesia da Ericeira e é famosa por ser palco de provas de surf do circuito mundial. Trata-se de uma praia que é vigiada durante a época balnear. É dotada de um conjunto de equipamentos que lhe conferem excelentes condições para o turismo. Junto ao parque de estacionamento tem bares que funcionam todo o ano, devido ao movimento de surfistas.
O substrato rochoso sob a água desenvolve ondas direitas, ideais para a prática do surf, sendo, inclusivamente, o spot escolhido para a realização de uma das etapas do Campeonato do Mundo de Surf.1
Em agosto de 2012, em plena época balnear, a câmara municipal de Mafra decide avançar com o processo de expropriação do Surfcamp, que tinha sido até aí gerido por surfistas de forma privada, gerando uma forte onda de contestação, que colocou de um lado a câmara defendendo o seu projeto de renovação das infra estruturas de apoio à praia, até aí praticamente inexistentes, e do outro os surfistas que se recusaram a abdicar do seu campo, que constituía um importante polo de atração turística e social dentro da comunidade surfista. Atualmente a construção das novas áreas comerciais e de parqueamento está em curso e deverá ter uma estrutura semelhante à da praia da Foz do Lizandro, com a previsão da inauguração a ser o início da época balnear do ano 2013.
FONTE: WIKIPÉDIA


Ruralidades XLIII

Nikon D5000

Convento de Mafra II



Convento
Concebido inicialmente como um pequeno convento para 13 frades, o projecto para o Real Convento de Mafra foi sofrendo sucessivos alargamentos, acabando num imenso edifício de cerca de 40.000 m2, com todas as dependências e pertences necessários à vida quotidiana de 300 frades da Ordem de S. Francisco.

Foi preocupação de D. João V garantir o sustento do Convento, pagando as despesas do seu “bolsinho”. Assim, eram dadas propinas a cada frade duas vezes por ano, no Natal e no São João. Constavam de tabaco, papel, pano de linho e ainda burel para os hábitos, tendo cada irmão direito a dois, um para usar e outro para lavar. Tinham ainda de remendar cada um a sua própria roupa.

No convento gastavam-se e anualmente, por exemplo, 120 pipas de vinho, 70 pipas de azeite, 13 moios de arroz (cada moio equivale a 828 litros) ou 600 cabeças de vaca. Junto ao Convento ficava o Jardim da Cerca, com a horta, pomar, vários tanques de água e para se distraírem, sete campos de jogos, quatro da bola, um do aro e dois de laranjinha.

Ocupado pelas tropas francesas e depois inglesas na época das Guerras Peninsulares, o Convento foi incorporado na Fazenda Nacional quando da extinção das ordens religiosas em Portugal, a 30 de Maio de 1834 e, desde 1841 até aos nossos dias, foi sucessivamente habitado por diversos regimentos militares, sendo desde 1890 sede da Escola Prática de Infantaria

De destacar como espaços conventuais mais significativos o Campo Santo e a Enfermaria para além da Sala Elíptica ou do Capítulo, a Sala dos Actos Literários (Exames), a Escadaria e o Refeitório, estes últimos hoje pertencentes à Escola Prática de Infantaria e visitáveis sob marcação.

Fonte: PNMAFRA

Nikon D90

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Convento de Mafra I

Nikon D90



Palácio-Convento de Mafra


Obra central do reinado de D. João V, o Palácio-Convento de Mafra é um projeto colossal do Barroco português setecentista. Os seus números são impressionantes, como o testemunha a sua imensa área de aproximadamente 40 000 m2, a sua fachada nobre com 232 metros, os seus 29 pátios e 880 salas e quartos, as suas 4500 portas e janelas ou ainda as 217 toneladas que pesam os 110 sinos do seu famoso carrilhão.
A fundação deste mosteiro de frades arrábidos deveu-se a uma promessa feita por D. João V, caso a rainha fosse bem sucedida na conceção de um filho que tardava. Este promessa cumpriu-se em 1711, ano em que nasceu a princesa Maria Bárbara, a primogénita da descendência do Magnânimo. O projeto inicial estava dimensionado para acolher treze frades arrábidos, mas no final da construção albergou mais de 300. Com efeito, o número de frades e a dimensão do empreendimento sofreram um grande incremento.
No entanto, o projeto de Mafra só se iniciou a 17 de novembro de 1717, realizando-se a sua sagração em 1730. As obras prosseguiram até 1737, altura em que o convento mafrense se encontrava praticamente concluído. Acrescentos posteriores vieram enriquecê-lo com obras de arte e a criação de outras dependências, como foi o caso da notável biblioteca conventual. Os planos de Mafra são entregues a João Frederico Ludovice, arquiteto-ourives alemão e que se formou no atelier romano de Carlo Fontana.Mafra ordena-se em torno de dois retângulos articulados: o principal integra-se na vila e compreende a igreja, o palácio, dois claustros, o refeitório e outras dependências. O secundário está virado para a Tapada e articula as celas conventuais, as oficinas e a Casa da Livraria.
A frontaria é marcada pela dicotomia entre palácio e igreja, convergindo as duas alas na axial Sala das Bênçãos. A igreja ergue-se no centro da fachada, delimitada por duas altas e esbeltas torres sineiras de cobertura bolbosa e linhas sinuosas. O seu acesso é feito por imponente escadaria e por diversas rampas. A fachada do templo dispõe-se em dois majestosos andares, coroados por poderoso frontão triangular. O andar térreo afirma uma galilé de três portais, enquanto o piso superior é marcado por diversas janelas de frontão curvo e triangular. Estas aberturas são ladeadas por estátuas inseridas em nichos, ritmadas por altas colunas jónicas em mármore branco. A estatuária da entrada foi realizada por artistas italianos setecentistas, dos quais se podem destacar Monaldi, Baratta e Battista Maini.
Para cada um dos lados da igreja estendem-se os corpos retangulares e tripartidos do palácio, terminando nos ângulos por dois torreões de cobertura bolbosa, inspirados na antiga Casa da Índia do Terreiro do Paço lisboeta, destruída no terramoto de 1755.O interior da igreja é grandioso e equilibrado, dividido em três naves e seis capelas laterais comunicantes, com transepto bem saliente. Harmoniosamente decorada, nela se pode observar um jogo colorido de mármores italianos e portugueses, em articulação com a pedra do monumento.
As pinturas dos altares deterioraram-se em meados do século XVIII, sendo substituídas por composições marmóreas relevadas, obra de escultores italianos dirigidos por Alessandro Giusti. Este escultor romano introduziu a gramática decorativa rocaille e deixou uma operosa escola de discípulos portugueses, entre os quais se destacam os escultores Joaquim Machado de Castro e José de Almeida.A igreja é bem iluminada, sendo magistral a cúpula que se ergue no cruzeiro do transepto. Elevado pelo alto tambor, o zimbório forma uma cúpula perfeita rasgada por amplas janelas. Também a capela-mor e as colaterais são profusamente iluminadas, realçando o encanto dos seus mármores policromos. De grandes dimensões, o altar-mor apresenta uma enorme tela pintada, encimada por um Cristo crucificado.
No topo da entrada situa-se a galeria real, local onde a família real assistia ao ofício divino e onde se situam as três janelas da Sala da Bênção.
O cenóbio possui diversas dependências que integram o museu do Palácio Nacional de Mafra, enquanto outras foram reconvertidas para acolherem a Escola Prática de Infantaria. Nestas áreas destacam-se algumas dependências pela sua qualidade artística.
Na ala sul, a Casa do Capítulo, verdadeira joia da arquitetura barroca, é uma sala elíptica, de cantaria branca, azul e vermelha, e teto apainelado. Curiosa e surpreendente é toda a área conventual, memória da vivência monástica da comunidade dos ascetas frades arrábidos.
Entre as inúmeras dependências, o realce vai para a Casa da Livraria, obra de excecional qualidade executada por Manuel Caetano de Sousa entre 1771 e 1794. Equilíbrio, monumentalidade e clareza são alguns dos atributos desta imensa biblioteca rocaille, reunindo nos seus dois andares de estantes alguns dos mais notáveis livros impressos - fundo bibliográfico que conta com cerca de 40 000 exemplares.

 

Fonte: INFOPEDIA