segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Convento de Mafra XLII

Nikon D5000

Festa Brava LXXXVIII

Nikon D90



Na corrida de touros à portuguesa os cavaleiros vestem-se com trajes do século XVIII e os forcados vestem-se como os rapazes do fim do século XIX. Foi no tempo de Filipe III que foram introduzidos na arena, pela primeira vez, os coches de gala.

Cortesias

As cortesias marcam o início da corrida de touros à portuguesa. No início da corrida todos os intervenientes (cavaleiros, forcados, bandarilheiros, novilheiros, campinos e outros intervenientes) entram na arena e cumprimentam o público, a direcção da corrida e figuras eminentes presentes na praça. Nas corridas de gala à antiga portuguesa a indumentária é de rigor e na arena desfilam coches puxados por cavalos luxuosamente aparelhados.

Lide a cavalo

Todo o decorrer da corrida de touros à portuguesa consiste na "lide" de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é lidado por um cavaleiro tauromáquico, que tem um determinado tempo durante o qual poderá cravar um número variável de farpas compridas (no início), curtas e de palmo (ainda mais pequenas) no dorso do animal. A forma de abordar o touro e cravar o ferro também pode variar, podendo ser, entre outros, "ao estribo", "ao piton contrário" ou "em violino". A lide de touros a cavalo exige uma grande preparação física e psicológica destes animais, que começam a ser trabalhados logo com três anos de idade. Existe uma raça de cavalos desenvolvida especialmente para as Corridas de Touros, o cavalo "Puro Sangue Lusitano" (PSL), que se diferencia pela sua coragem e altivez.

Pega

Após a lide do touro pelo cavaleiro tauromáquico é comum entrar em cena o "Peão de Brega" (figura subalterna do Cavaleiro, que tem como função posicionar o toiro da melhor forma, seja para a lide a cavalo ou para a pega ) que efectua algumas manobras com um capote posicionando o toiro, normalmente junto às tábuas, de forma a que o Grupo tenha espaço para o pegar. De seguida entram em cena os forcados. Os forcados são um grupo amador que enfrenta o touro a pé com o objectivo de conseguir imobilizar o touro unicamente à força de braços. Oito homens entram na arena, sendo o primeiro o forcado da cara, seguindo-se os chamados ajudas, o primeiro e os segundo ajuda (os mais determinantes), em quinto o rabejador (o chamado "leme" do Grupo, que segura no rabo do toiro, procurando deter o avanço do animal e fixá-lo num determinado local para que quando os forcados o largarem este não invista sobre eles e normalmente, por espetáculo, costuma dar voltas com o animal) e finalmente os terceiros ajudas que também ajudam na pega. A pega só está consumada se o forcado da cara se mantiver seguro nos cornos do toiro e este seja detido e imobilizado pelos seus companheiros. Nas touradas em que os touros são lidados a pé não existe pega. Os Forcados nasceram por volta de 1836 quando a Rainha D. Maria II proibiu a morte dos toiros na arena, e havendo, assim, necessidade de terminar a lide dos cavaleiros com um qualquer gesto de domínio do homem sobre o animal. Antes de cumprirem essas funções os "Moços de Forcado" era os guarda reais durante as corridas de toiros, que impediam que o animal ou outras pessoa não autorizada subissem ao camarote real.

Lide a pé (Corrida de toiros "à espanhola")

A lide toiros a pé foi sempre muito associada a Espanha, sendo uma das imagens de marca deste país, especialmente no sul (em zonas como a Andaluzia ou a Extremadura), no entanto é praticada em todos os 8 países taurinos (França, Espanha, Portugal, México, Perú, Venezuela, Equador e Colômbia). Não se tem a certeza da origem do toureio "apeado", mas crê-se que nasceu por volta de 1669, quando D. Filipe V de Espanha é coroado Rei. De sensibilidade diferente de seu pai, logo mostra o seu desagrado perante as Corridas de Touros. A fidalguia, com necessidade de agradar ao novo Rei, afasta-se das arenas, mas o povo mantém a sua paixão e continua a lidar touros, porém, não tendo dinheiro para sustentar cavalos, passam a toureá-los a pé. Hoje em dia a lide do toiros é bastante diferente e bastante mais "evoluída". A lide de touros a pé está dividida em três "Tercios": No primeiro, o "Tercio de Varas", o toureiro utiliza uma capa larga e pesada, geralmente cor-de-rosa e amarela, denominada "Capote". Com o Capote, o toureiro pode avaliar a "bravura" do toiro com alguma segurança. De seguida incentiva-se o toiro a investir contra o "Picador", personagem montado em cima de um cavalo tapado por uma forte protecção, que utiliza uma vara comprida ("puya" em espanhol), cravando-a no dorso do animal. Com o picador, "corrige-se" a investida do toiro, tira-se-lhe um pouco de força (por segurança) e o toureiro consegue avaliar novamente a bravura do animal que tem pela frente. No segundo, o "Tercio de Bandarilhas", um "Bandarilheiro" crava, a pé, dois ou três pares de bandarilhas no dorso do toiro, com o objectivo de o "acordar" (o toiro começa a cansar-se) para o vem de seguida. No terceiro, o "Tercio de Muerte", é que se vê a conhecida arte de tourear. Um toureiro, apenas munido de uma leve capa encarnada (a "Muleta") e de um "estoque", toureia o enorme e perigoso animal que tem pela frente, com o objectivo de criar uma lide bela e artística. Quando o toiro estiver completamente dominado, sem qualquer resto de altivez, então chega a altura de o matar. Este é, provavelmente, o momento em que se vê claramente todo o objectivo e a razão de ser das Corridas de Toiros. Este é, também, o momento mais perigoso de toda a lide pois o toureiro chega-se muito próximo dos cornos do toiro e arrisca-se seriamente a levar uma cornada. Com o "estoque" (uma espécie de espada encurvada), este crava-o no animal, tentando acertar directamente no coração (quanto menos tempo o toiro estive a sofrer com o "estoque" e mais rápido morrer, melhor é considerada a "estocada"). Em Portugal, devido à proibição de matar os toiros dentro da arena (com excepção do Conselho de Barrancos), crava-se uma última bandarilha seguindo o mesmo gesto, sendo o animal morto mais tarde num matadouro
Fonte: Wikipedia

Paeque José Franco XXXV

Nikon D5000