segunda-feira, 22 de abril de 2013

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Água Formosa XXXII

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ÁGUA FORMOSA


A aldeia e o concelho

A aldeia de Água Formosa é indicada como uma das mais antigas do concelho de Vila de Rei.

O concelho foi criado por foral do rei D. Dinis, em 19 de Setembro de 1285, havendo registos muito antigos da sua fundação. Desde o século XIV, que a Ordem dos Templários e a Ordem de Cristo contribuíram para o povoamento, defesa e desenvolvimento destas terras. Mais tarde,
em 1513, o rei Manuel I renovou o foral.

No entanto terão sido os Celtas e depois os Romanos, os primeiros habitantes, destacando-se a exploração do ouro como uma das actividades económicas mais rentáveis, existindo hoje múltiplos exemplos (e.g. conheiras) espalhados pelo concelho.

Mas sendo o concelho e Vila de Rei, de zona geologicamente muito antiga, é possível encontrar fósseis e outros vestígios pré-históricos, sendo por isso provável que povos muito mais antigos por aqui tenham vivido.

Mais recentemente, em 1950, aproveitando a paisagem do rio Zêzere, é construída a maior barragem nacional – Castelo do Bode, tendo algumas aldeias, em consequência, sido submersas e algumas ligações históricas sido interrompidas ou desviadas. A paisagem adapta-se.

A população que se fixou em Água Formosa teve, desde sempre, na abundância de água a sua maior riqueza. A fonte que dá nome à aldeia fica a poucos metros do centro e tem sido um ponto de encontro para muitas gerações.

A aldeia encontra-se na confluência de duas linhas de água. Na verdade o facto de toda a base da aldeia ser rochosa permitiu construir casas em pedra com muita resistência, mas ao mesmo tempo obrigou os aldeões a desviar a água por baixo das ruas e casas uma vez que a drenagem não se faz naturalmente. Obrigou também a que se fizessem muralhas em cima da rocha para conter terra fértil que era trazida para se fazerem hortas perto das casas.

Outro pormenor importante desta aldeia é a existência de eiras de utilização comunitária para secagem de vários cereais e leguminosas (grão e feijão). Estes eram deixados em cima da rocha virada ao sol que continuava a libertar calor durante a noite.

Outro aspecto da prática comunitária na aldeia é a utilização dos fornos e a partilha da água dos poços, minas e represas com regras bem estipuladas, o que no verão obrigava as famílias a terem que regar também à noite.