Nikon D5000
A Curia é uma localidade portuguesa,
localizada na freguesia de Tamengos do concelho de Anadia,
onde se podem encontrar as famosas termas com o mesmo nome. Local de grande procura na primeira
metade do século XX, estando bastante presente a arquitectura Belle
Époque e Arte Nova, teve posteriormente um período de algum
abandono. Actualmente, após alguns programas de recuperação e investimento,
tornou-se novamente num local procurado, não apenas para tratamentos mas também
para relaxar, passear, desfrutar de vários locais de práctica desportiva e
ainda pela sua diversão nocturna.
O local era já conhecido pelos romanos,
que conheciam as nascentes e as exploravam, e lhe deram o nome de Aqua
Curiva (água que cura), que veio a dar origem ao seu nome actual.
As águas termais
da Curia são de natureza sulfatada cálcica e magnesiana e são especialmente
indicadas no tratamento de doenças metabólico-endócrinas (nomeadamente gota),
cálculos
renais e infecções urinárias, hipertensão arterial, doenças
reumáticas e musculo-esqueléticas, sendo diversas as formas de tratamento
que são disponibilizadas nas termas, de que são exemplo a ingestão oral, os
banhos de imersão, várias técnicas de duche, hidromassagem,
piscina, calores húmidos, entre outras.
As termas da Curia são das mais antigas estâncias termais do país, sendo
conhecidas desde o tempo da ocupação romana, mas estiveram esquecidas durante
vários séculos até que em 1865, um dos engenheiros (La Chapelle)
que dirigia as obras ferroviárias da Linha do Norte, tendo ouvido falar
das águas da Curia, tentou os seus benefícios para uma doença de pele que
sofria e para a qual parecia não haver cura. O facto de ter ficado curado após
os banhos nas águas termais divulgou as qualidades das ditas águas não só em
Portugal mas também em França, de onde era original La Chapelle.
A iniciativa para aproveitar convenientemente estas águas partiu do Dr. Luís Navega que, ainda como
estudante da Universidade de Coimbra, conseguiu que o
Professor Charles Lepierre (químico de renome e docente na Escola Industrial de
Coimbra) fizesse um estudo profundo, surgindo o primeiro trabalho acerca
destas águas em 1897,
a Análise Química das Águas Minero-Medicinais da Curia da Mata. Em 1900, por iniciativa de
Albano Coutinho e juntamente
com o Dr. Luís Navega (já como médico) foi constituída a Sociedade das Águas da
Curia, S.A., que obteve o alvará régio de concessão de exploração das Águas da
Curia em 1902.
As termas tiveram o seu período áureo entre as décadas de 1920 e 1950,
quando eram procuradas por termalistas de todo o país e do estrangeiro. Aos
termalistas eram então oferecidas outras infra-estruturas de lazer como uma
sala de chá, uma sala de casino e um cinema, que se encontram agora fechados e
em recuperação. À medida que o turismo termal foi decaindo, assim também
aconteceu à Curia, que, para não perder a atracção de outrora, teve de se
voltar para outras vertentes. Mantendo as possibilidades termais das suas
instalações e juntamente com o novo edifício termal concluído em 1993, as termas
apresentam agora também modernos centros de beleza, massagens e
relaxamento, alargando assim o leque de potenciais turistas que poderão visitar
a Curia.
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